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ALMG DISCUTE PRECARIEDADE DO SETOR DE PERÍCIAS DA POLICIA CIVIL

 

Audiência Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) discutiu dia 4/11 a precariedade da perícia criminal em Minas. A Audiência foi solicitada pelo presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PTB) e pelos deputados Celise Laviola (MDB) João Leite (PSDB) e Betinho Pinto Coelho (Solidariedade). De acordo com a Divisão de Medicina Legal do Interior da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Polícia Civil, apenas 26,3% dos postos de medicina legal existentes no Estado contam com estrutura física própria.

O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Wagner Pinto de Souza, disse que o problema da Polícia Civil não é exclusivo da perícia técnica. “Temos muitos problemas estruturais, de recursos. É difícil dividir um bolo pequeno para uma grande família”, argumentou. Ele relatou que, nos últimos dois anos, a Polícia Civil não recebeu nenhum investimento, contando apenas com recursos para custeio, tendo sido R$ 128 milhões no ano passado e R$ 92 milhões neste ano.

Wagner Pinto também informou que o déficit de pessoal da PCMG é de 895 delegados, 99 médicos legistas, 306 peritos, 4.696 investigadores e 1.448 escrivães.

A declaração do Chefe de Polícia Civil está em sintonia com a avaliação do Sindepominas que percorreu nos últimos quatro anos 72 delegacias em todos os cantos de Minas Gerais e constatou o que todos sabemos: a falta de investimentos na PCMG é histórica, sistêmica e global. O estado de penúria da Policia Civil de Minas Gerais é de conhecimento dos parlamentares estaduais, federais e senadores mineiros. Por que razão os governos sucessivamente vem negligenciando investimentos na Polícia Judicária, ignorando completamente a sua relevância na prestação de serviços à sociedade brasileira? A divisão interna e a fragilização de prerrogativas da PCMG só a enfraquece ainda mais.

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Foto: Henrique Chendes